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Um mês de vida saudável: o balanço

Há um mês a vida deu-me uma nova oportunidade de viver.
Comecei a olhar e a procurar por novos ângulos, ângulos que me dessem o clique de que precisava para mudar tudo. Mas literalmente TU-DO.
Um mês depois sinto-me diferente. Mais leve (já foram 5,600 kg), mais activa, mais FELIZ.
Há um mês comia hambúrgueres, bolos, pizzas, fritos e tudo o que possam imaginar que fizesse mal. Era capaz de sair às duas da manhã do trabalho e parar no Mc Drive... isto só para verem do que eu era capaz.
Chegou a altura em que tive necessariamente de ser mais forte que a minha vontade de comer... tive de ser mais forte que a gula, o apetite, as coisas que me estavam a matar, sim, leram bem, eu estava a matar-me aos poucos.
Não sei quanto tempo faltaria para ter problemas de coração... ou outros ainda mais graves.
Disse basta... e creio que o disse na hora e no momento certo da minha vida.
Tenho 24 anos e não quero morrer tão cedo.
Quero ser dona da minha vida.
Deixei de dar as rédeas ao meu cérebro, esse sacana, que me mandava comer o que eu não devia, quando não tinha fome.
Hoje estou bem, tranquila e em paz.
Faço tudo direito, sem pressões e sem rígidas obrigações.
Faço-o por mim e por aqueles que me estão próximos e que só querem que seja feliz e saudável.
Isto é para continuar... dizem-me que os três meses são a prova de fogo para ver se pega ou não.
Vai pegar.
Tem de pegar ;)
A meta, que nunca vai chegar ao fim, é chegar aos dois digitos no verão.
Vou chegar lá. Eu sei que sim.
Obrigada por todo o apoio que me têm dado... acreditem que tem sido fundamental nesta caminhada.
Não vou desistir e espero incentivar mais pessoas a dar o passo.
Só custa o primeiro.
Bora lá?

Beijos

Pat

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